A Poney Films nasce do cinema entendido como espaço de presença, memória e sobrevivência. A produtora desenvolve e acompanha obras autorais queer que partem da experiência vivida e da escuta atenta de corpos, trajetórias e afetos que a história oficial costuma apagar.

Fundada por Ricky Mastro, cineasta, produtor e curador brasileiro, a Poney Films constrói seus projetos a partir de uma ética do olhar atenta ao gesto, ao tempo e à relação entre imagem e corpo. Essa abordagem se apoia em uma formação sólida em cinema, artes e pesquisa audiovisual, e se reflete tanto na realização quanto na circulação das obras.

O catálogo da produtora reúne dez curtas metragens e um longa exibidos internacionalmente, com circulação em mais de duzentos festivais. Seus filmes não procuram explicar o mundo, mas permanecer nele, estabelecendo contato direto com o desejo, o afeto e a fragilidade dos vínculos.

Além da realização, a Poney Films atua na produção e na curadoria como práticas complementares. É responsável pela criação da Mostra Queer Brasil, iniciativa dedicada à difusão do cinema queer brasileiro no exterior, entendida como gesto político e trabalho de preservação de memória, apresentada em festivais e instituições internacionais.

A identidade da produtora é atravessada pela vivência de seu fundador na cena cultural queer brasileira dos anos 2000, em diálogo com a noite, o corpo e o coletivo. Essa relação permanece como matéria sensível dos projetos desenvolvidos hoje.

Atualmente, a Poney Films desenvolve os longas Boy Lixo, Tarzan e Giulia, além da série Mundinho. Em diálogo com o cinema, seu fundador escreve Pauliceia Queer, obra literária em que a noite paulistana se escreve como corpo, memória e permanência.

Na Poney Films, a criação não busca personagens exemplares, mas presenças reais. Um cinema que entende a imagem e a palavra como gestos éticos e formas de cuidado.